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figures of relation

the readymade, april 2016

like one of another, the mirror without end, eyes into eyes, mine into yours into mine again, the figure has arrived quite before it was staged in front of them.
the readymade, hoped to be found was found and became itself
now that it is, we breathe relieved.
 
Aug. 2013


Momento incerto, onde as referências emergem e se atropelam (claramente em mente se tem Zabriskie Point de um lado e Bill Brandt do outro, quando a experiência nos assoma). Por um lado a consternação, a confluência das matérias para um ponto, por outro a sua relação material com as demais. Consternação e confluência anunciam a aflição e a ferida, ponto de rasgo material onde tudo o que nele se concentrou lhe abriu agora um espaço. Tal como Cioran, acredito que se prepara o que se cria como quem comete um crime ponderado, «em ambos os casos, o que sobressai é a vontade de ferir.». Não sei porém qualificar essa vontade tal qual como um malefício criminoso, mas que em todo o caso a humanidade o contém nos seus actos, isso é um facto.


Something

Cabo Espichel, May 2013

Something approaches as I approach it. Something, I say, as if in an inappropriate romanticism. I shall look through the camera on that moment. Maybe, sometimes, expecting something to happen, but when it happens I decide not to click. As I've freed myself from that moment I await the next one and then click. Only then realizing that was the moment I was expecting, when I'm no longer in the center of the attention, 'something' had just happened apart of me. 



Organics



I will divide myself between photographic processes, although I must acknowledge my only process is to confirm my own existence.


"Beginnings" 

Todas as respostas fotogénicas à vida reconduzem-me ao princípio, aquele do qual não me recordo, não mais do que às memórias elas próprias aceitando a sua transmutação constante. Confesso que permito e retiro algum prazer dessa alteração e portanto não tenciono detê-la.
Seria mais sério sabê-lo e saber dizê-lo como muitos o escreveram, mas esse lirismo acabaria por soar falso e a recusa do princípio é, de uma forma muito própria, aquilo que nos põe a agir para diante. Uma espécie de felicidade da ignorância, também ela falsa, já que teima em regressar ao ponto primeiro para rectificá-lo depois de muitas permissões, mas em vão, acaba por deliciar-se na permeabilidade que ainda lhes tem. Não há, por isso, qualquer felicidade nisto que sinto e o princípio parece-me tão inconveniente quanto Cioran nos faz crer que é. É, também por isso, que volto a ele, e volto para ele todos os instantes que não vejo porque assim o quis. No fundo, fotografar é não ver, não querer ver, porque algo se detém  entre o que se vê e o olho e a cabeça e o homem.