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Unturned

Unturned, 2013


is the antonym of turned: moved around an axis or center. 

Which must mean one has not move around that center. Which could mean one stood still, unmoved. Or, one could have moved aside or in depth but never faced the other side of things.


S. and Swan, different times and places, 2013


Always in the bridge between objectivity and subjectivity. Frequently out of focus. Tired of distractions. Aug.2013



Europa   Humanidade    (fugue #1)


Nenhum medo e todo o perigo. 
Diante, adiante, dentro, lunaticamente consciente dele e o calafrio que sobe já não é o da animalidade medrosa, mas dessa outra excitação de pré-domínio sobre o que (aquele que) está prestes a dominar. “Dominar-se”, mas não ao eu central da história, é antes uma forma sintética que em jeito de Haiku chega a ser um pouco poética — deixar-se, abandonar-se a esse centro de domínio que enfim recairá sobre a sua cabeça.



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«O homem existe historicamente apenas nesta tensão: pode ser humano somente na medida em que transcende e transforma o animal antropóforo que o sustém, apenas porque através da acção que nega é capaz de dominar e eventualmente destruir a sua própria animalidade» (...) «Talvez o corpo do animal antropóforo (o corpo do servo) seja o resto não resolvido que o idealismo deixa em herança ao pensamento e as aporias da filosofia no nosso tempo coincidam com as aporias deste corpo irredutivelmente tenso e dividido entre animalidade e humanidade.»

Giorgio Agamben, Mysterium disiunctionis, 'O Aberto'





Com representar el cos d'un astrònom? Com representar el cos del poeta? Com representar el cos del fotògraf? Totes tenen llum en comptes d'ulls.


lux aetherna

this photo was left out of the series Lux Aetherna (2012) - visit www.marianacastro.tk to view it



A prisão do tempo é aquela onde a luz se esquiva, onde está de passagem. E talvez seja só uma certeza poética (e também a de que ele não exista — não existe no relógio que apanhámos hoje no caminho para casa), que não compreende verdadeiramente o sistema de grandezas. 



Dealing with still lifes

film strip of a new serie (with M., 2012) 


Se me doo às imagens elas correm por mim, inundam-me os pulmões e rasgam-me a pele de dentro a que chamam tecido. Primeiro o tecido do ar, depois o tecido do sangue, por fim o da palavra. E eu desembrulho-me sem direcção, sem a fala que me dá o rosto, o meu, em todos os destinos, um rosto sem rosto ou hierarquia, indivisível no corpo sem voz. 
Se procuro a voz, emudeço. Gelo e não respiro, sou olhar.





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