«the life of a wild animal becomes an ideal, an ideal internalised as a feeling surrounding a repressed desire. The image of a wild animal becomes the starting-point of a daydream: a point from which the day-dreamer departs with his back turned.»

John Berger, ' Why Look at Animals?"

Oct.8 2013

walking with the tides
is: to stay still and let the tides walk for you.


(I am multiple - self portraits in the dusk #4) 2012


ocupar um espaço, antes que seja tarde para o fazer, tornar a ser, antes de sucumbir ao espaço nenhum, antes do logaritmo, antes, antes de tudo.
 
Aug. 2013


Momento incerto, onde as referências emergem e se atropelam (claramente em mente se tem Zabriskie Point de um lado e Bill Brandt do outro, quando a experiência nos assoma). Por um lado a consternação, a confluência das matérias para um ponto, por outro a sua relação material com as demais. Consternação e confluência anunciam a aflição e a ferida, ponto de rasgo material onde tudo o que nele se concentrou lhe abriu agora um espaço. Tal como Cioran, acredito que se prepara o que se cria como quem comete um crime ponderado, «em ambos os casos, o que sobressai é a vontade de ferir.». Não sei porém qualificar essa vontade tal qual como um malefício criminoso, mas que em todo o caso a humanidade o contém nos seus actos, isso é um facto.