Europa   Humanidade    (fugue #1)


Nenhum medo e todo o perigo. 
Diante, adiante, dentro, lunaticamente consciente dele e o calafrio que sobe já não é o da animalidade medrosa, mas dessa outra excitação de pré-domínio sobre o que (aquele que) está prestes a dominar. “Dominar-se”, mas não ao eu central da história, é antes uma forma sintética que em jeito de Haiku chega a ser um pouco poética — deixar-se, abandonar-se a esse centro de domínio que enfim recairá sobre a sua cabeça.



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«O homem existe historicamente apenas nesta tensão: pode ser humano somente na medida em que transcende e transforma o animal antropóforo que o sustém, apenas porque através da acção que nega é capaz de dominar e eventualmente destruir a sua própria animalidade» (...) «Talvez o corpo do animal antropóforo (o corpo do servo) seja o resto não resolvido que o idealismo deixa em herança ao pensamento e as aporias da filosofia no nosso tempo coincidam com as aporias deste corpo irredutivelmente tenso e dividido entre animalidade e humanidade.»

Giorgio Agamben, Mysterium disiunctionis, 'O Aberto'



«What must I be, I who think and who am my thought, in order to be what I do not think, in order for my thought to be what I am not? What is this being, then, that shimmers and, as it were, glitters in the opening of the cogito, yet is not sovereignly given in it or by it? What, then, is the connection, the difficult link, between being and thought?»

Foucault, 'Order of Things'

Exhibition Opening - March 8th

"UNBODY", série fotográfica de 2013, está em exposição este mês e ficará até 20 de Abril, na Galeria Municipal de Arte de Almada.


"Autorrepresentações de Mulheres" 

Inauguração da exposição
8 de Março, 21h30


de 9 Março a 20 Abril, 2013 
na Galeria Municipal de Arte de Almada
Av. D. Nuno Álvares Pereira, 74 - A, Almada, Portugal

links do evento:

sonho aparência não-ser

                                                                                                                                                                                      Barcelona, 2013

«Quanto mais me dou conta, nomeadamente na natureza, daqueles impulsos todo-poderosos e neles de um ardente desejo de aparência, tanto mais me sinto impulsionado a adoptar a hipótese metafísica de que o Ser verdadeiro e Uno primordial, enquanto entidade eternamente sofredora e contraditória, necessita simultaneamente, para a sua permanente redenção, da sedutora visão, da deleitosa aparência: essa mesma aparência que nós, completamente presos nela e por ela constituídos, nos vemos obrigados a sentir como sendo o verdadeiro Não-ser, isto é, um constante devir em tempo, espaço e causalidade, por outras palavras, como realidade empírica. Se portanto nos abstrairmos por um momento da nossa própria "realidade", se concebermos a nossa existência empírica e a do mundo em geral, como uma representação do Uno primordial, então o sonho tem de surgir-nos como a aparência da aparência, e assim como uma satisfação da sede primitiva de aparência.» 

Nietzsche, 'O Nascimento da Tragédia'


Com representar el cos d'un astrònom? Com representar el cos del poeta? Com representar el cos del fotògraf? Totes tenen llum en comptes d'ulls.


Organics



I will divide myself between photographic processes, although I must acknowledge my only process is to confirm my own existence.


pages of a diary

"Portrait against the tree", Mariana Castro    +    "The jungle laws of gravity", Sílvio Santana